Dois corpos de paraibanos estão entre as 117 mortes da megaoperação no Rio, paraibano do Comando Vermelho se torna o criminoso mais procurado do país
A recém divulgada lista dos mortos vítimas da fatal megaoperação policial no Rio de Janeiro contra membros e suspeitos do Comando Vermelho (CV), apontou que há estimadamente 117 indivíduos. Apenas 115 dos corpos foram identificados pela perícia. Entre os corpos, dois pertencem aos de criminosos paraibanos.
Jorge Benedito Correa Barbosa, de 54 anos, e Ronaldo Julião da Silva, 46 anos. O primeiro já foi condenado por roubo, enquanto que Ronaldo não possui antecendentes criminais.
Um relatório referente à lista foi feito pela Ouvidoria Geral da Defensoria Pública do Rio de Janeiro. O relatório aponta que mais de 95% dos identificados tinham ligação comprovada com o Comando Vermelho e 54% eram de fora do estado. Apenas dois laudos resultam em perícias inconclusivas.
A Polícia Civil informou que 97 das pessoas mortas “apresentavam históricos criminais relevantes”. Entre os mortos, 59 tinham “mandados de prisão pendentes.” O comunicado oficial admite que outras 17 “não apresentaram histórico criminal”, mas segundo as investigações posteriores, “12 apresentaram indícios de participação no tráfico em suas redes sociais.”
No momento de publicação desta matéria, Forças de Segurança Pública e unidades policiais de todo o país seguem na procura de Edgar Alves de Andrade, conhecido na capital fluminense pelos apelidos de "Doca" e "Urso". Paraibano e veterano do crime, é o líder do Comando Vermelho. Durante a megaoperação, Doca conseguiu escapar da "mira" da polícia, e está sendo considerado o principal alvo da megaoperação, como também o criminoso mais procurado por policiais e agentes de polícia do país.
