Moradora de João Pessoa, vítima de tráfico de pessoas, é presa no Camboja e condenada a cumprir 2 anos e 6 meses de prisão
Nos últimos dias o brasil inteiro acompanha o drama vivenciado pela família de Daniela Marys Costa Oliveira de 36 anos, natural de Minas Gerais e moradora da Paraíba, ela foi presa após tentar buscar uma vaga de emprego como telemarketing no Camboja e acabou caindo em um golpe. Daniela Marys é acusada por posse ilegal de drogas.
Segundo informações colhidas pelo Portal O Norte, a condenação é fruto de uma decisão judicial do país, para onde Daniela viajou e permanece detida em um presídio da região. A brasileira foi condenada a 2 anos e 6 meses de prisão. Entretanto a defesa ainda pode recorrer da decisão.
Daniela saiu de Belo Horizonte indo para João Pessoa, na Paraíba, onde viveu. Em março, foi em busca de uma vaga de telemarketing no Camboja, mas descobriu que o trabalho, a quase 17 mil quilômetros de casa, tratava-se de um cargo a cumprir em um provável esquema de aplicação de golpes online.
Ao tentar sair da empresa, ela foi presa enquanto estava na própria residência sob acusações de "posse de pílulas não lícitas", após a polícia local fazer uma vistoria acabando por encontrar drogas escondidas no local - há suspeitas de as substâncias haverem sido implatadas por envolvidos no esquema, em que a brasileira recusou-se a participar - e teve sua família extorquida em R$ 27 mil.
Segundo a irmã de Daniela, a professora Lorena Oliveira, o passaporte da brasileira foi retido logo na chegada e o alojamento ficava em um lugar ermo. Ela, assim como os familiares, acharam a atitude "estranha".
"E a gente não entendeu muito bem, ela nos comunicou que o passaporte dela foi retido então a gente já começou a achar isso muito estranho [...] não parecia uma coisa muito lícita de estar fazendo, e ela decidiu vir embora. O terror começou aí", afirmou Lorena, irmã da vítima.
Lorena também reforça que a mineira radicada na Paraíba foi vítima de um tráfico humano:
"A clinica do Direito da UFMG, que nos apoia e assessora já esta ciente do caso e preparará tudo que for preciso, uma vez que minha irmã é inocente e esta sendo injustiçada. Não podemos nunca esquecer que ela foi vítima de um esquema de tráfico de pessoas".
