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Presidente Lula Descarta Privatização de Órgão Público e Anuncia Reestruturação para Recuperar os Correios

Por REDAÇÃO 18 de dezembro de 2025, 16:06
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Foto: Modelo Camargo / Agência Brasil
Foto: Modelo Camargo / Agência Brasil
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou, nesta quinta-feira (18), que o governo federal discute um plano de reestruturação dos Correios diante das dificuldades financeiras enfrentadas pela estatal. O chefe do Executivo reiterou que a empresa não será privatizada e defendeu medidas para torná-la sustentável, produtiva e alinhada às necessidades do país. 

“Enquanto eu for presidente, não tem privatização”, declarou Lula, ao destacar que estão em análise alternativas como parcerias e até a transformação da empresa em uma companhia de economia mista. Segundo ele, empresas brasileiras e estrangeiras já demonstraram interesse em dialogar com os Correios. 

Para o presidente, os problemas da estatal decorrem de uma “gestão equivocada” ao longo dos últimos anos. Lula afirmou que o governo decidiu enfrentar a situação e promover mudanças estruturais, incluindo a substituição de cargos estratégicos, para corrigir distorções e recuperar a eficiência da empresa. 

Em setembro, o governo alterou o comando dos Correios. O atual presidente da estatal, Emmanoel Rondon, atribuiu parte do prejuízo financeiro à crescente concorrência no setor de comércio eletrônico, que impactou diretamente a receita da empresa. 

A ministra da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos, Esther Dweck, avaliou que a crise foi agravada pelo fato de governos anteriores terem incluído os Correios em listas de possíveis privatizações, o que, segundo ela, inibiu investimentos necessários à modernização da estatal. 

Entre as primeiras medidas anunciadas pela nova gestão está um plano de reestruturação financeira e operacional. A empresa negocia empréstimos da ordem de R$ 20 bilhões com instituições financeiras, além de buscar aval do governo federal. O Ministério da Fazenda informou que eventual aporte do Tesouro Nacional deverá ficar abaixo de R$ 6 bilhões e estará condicionado ao cumprimento do plano de recuperação. 

Lula ressaltou que, embora empresas públicas não precisem priorizar o lucro, elas não podem operar de forma deficitária. “Uma empresa pública não pode ser a rainha do prejuízo. Ela precisa se equilibrar”, afirmou. 

Em meio à crise, o governo editou um decreto que cria mecanismos para permitir que estatais federais não dependentes reorganizem suas finanças sem serem automaticamente classificadas como dependentes do Tesouro Nacional, medida que busca ampliar a margem de recuperação dessas empresas.