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Coluna Prof. Paulo Galvão Júnior

Os principais indicadores socioeconômicos do Brasil e da Coreia do Sul na atualidade

Por Redação 05 de dezembro de 2022, 11:21
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Brasil e Coreia do Sul
Brasil e Coreia do Sul
Estimado/a leitor/a, é com uma enorme satisfação que hoje me apresento como novo colunista do PORTAL O NORTE. Sinceramente, minha gratidão por essa grandiosa oportunidade ao estimado amigo e empresário Dihêgo Amaranto. Antes de apresentar o meu novo artigo de Economia farei uma breve apresentação sobre o colunista e a razão de hoje eu estar entre os renomados colunistas do PORTAL O NORTE, um portal de notícias do novo Sistema O Norte de Comunicação. Meu nome é Paulo Francisco Monteiro Galvão Júnior, mas, costumo assinar simplesmente como Paulo Galvão Júnior. Eu sou paraibano, 52 anos de idade, economista, casado, pai de duas filhas e professor de Economia nos Cursos de Ciências Contábeis, Administração, Gestão de Recursos Humanos (RH) e Gestão de Gestão Financeira no Centro Universitário UNIESP, localizado na cidade portuária de Cabedelo, no estado da Paraíba. Eu tenho Graduação em Ciências Econômicas na UFPB e Especialização em Gestão de RH na UNINTER. Eu sou também escritor (12 e-books de Economia pela Editora UNIESP, 1 e-book de Turismo pela Editora Simplíssimo e mais de 275 artigos de Economia publicados em sites nacionais e internacionais), palestrante e conselheiro suplente do CORECON-PB. Com certeza, este é o primeiro artigo da nova coluna e, em breve, novos artigos de Economia no PORTAL O NORTE, pois, o ouro do século XXI é o conhecimento. 

Uma boa leitura! Muita saúde!   


O presente artigo aborda os principais indicadores socioeconômicos de dois países, o Brasil e a Coreia do Sul, ambos são países membros do Grupo dos Vinte (G20), formado desde 1999 por 19 nações mais ricas do mundo, mais a União Europeia (UE), e esses 19 países representam 80% do Produto Interno Bruto (PIB) global, 75% do comércio internacional, 70% do investimento estrangeiro direto (IED) e 60% da população mundial.

E os 19 países membros do G20 são: África do Sul, Alemanha, Arábia Saudita, Argentina, Austrália, Brasil, Canadá, China, Coreia do Sul, Estados Unidos, França, Índia, Indonésia, Itália, Japão, México, Reino Unido, Rússia e Turquia.

Os doze indicadores socioeconômicos analisados do Brasil e da Coreia do Sul são a área territorial, a população total, o PIB nominal, o PIB per capita, a taxa de inflação, a taxa de desemprego, a taxa de juros, a expectativa de vida ao nascer, a média de anos de estudo, o Índice de Desenvolvimento Humano (IDH), o Índice de Liberdade Econômica e o Índice de Gini:
 
INDICADORBRASILCOREIA DO SUL
Área Territorial8.510.345 km²100.339 km²
População Total215,3 milhões de hab.51,7 milhões de hab.
PIB NominalUS$ 1,609 trilhãoUS$ 1,799 trilhão
PIB per capitaUS$ 7,5 milUS$ 34,7 mil
Taxa de Inflação6,4%5,0%
Taxa de Desemprego8,3% da PEA2,8% da PEA
Taxa de Juros13,75% ao ano2,50% ao ano
Expectativa de Vida ao Nascer72,8 anos83,7 anos
Média de Anos de Estudo8,1 anos12,5 anos
IDH0,7540,925
Índice de Liberdade Econômica53,374,6
Índice de Gini0,5440,354
 Quadro 1. Os principais indicadores socioeconômicos do Brasil e da Coreia do Sul na atualidade.
Fontes: PNUD, IBGE, Banco Mundial, The Heritage Foundation, Infinity Asset e Trading Economics.
 
Comparando os principais indicadores socioeconômicos no Quadro 1, o Brasil, um país continental com mais 8,5 milhões de quilômetros quadrados (km²) versus a Coreia do Sul, com 100,3 mil km², uma nação localizada no Leste da Ásia e um pouco maior do que o estado de Pernambuco, com 98,0 mil km². E o Brasil é o 5º maior país do mundo e tem 60% da maior floresta tropical do planeta. Já a Coreia do Sul é o 108º país em área territorial.

Verifica-se que o Brasil é mais populoso do que a Coreia do Sul, 215,3 milhões de habitantes (hab.) versus 51,7 milhões de pessoas, ou seja, o Brasil tem mais de quatro vezes a população da Coreia do Sul, em outras palavras, são 163,6 milhões de hab. a mais no país sul-americano. Na atualidade, o Brasil é a 6ª nação mais populosa do planeta, mas, tem 62,5 milhões de pobres, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), sendo um contingente de brasileiros pobres ganhando R$ 486 mensais per capita bem superior a população sul-coreana, com 51,7 milhões de habitantes.

A Coreia do Sul é um dos quatro Tigres Asiáticos (Singapura, Taiwan, Hong Kong e Coreia do Sul) e com um PIB nominal de US$ 1,799 trilhão no ano de 2021, era a décima maior economia do mundo, de acordo com o Banco Mundial. Já o Brasil é um dos cinco do grupo BRICS (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul) e com um PIB nominal de US$ 1,609 trilhão em 2021, era a décima terceira maior economia do planeta.

Segundo o Banco Mundial, o PIB per capita sul-coreano de US$ 34,7 mil é superior a renda per capita brasileira de US$ 7,5 mil no ano de 2021, revelando que a Coreia do Sul é um país rico e de renda alta e o Brasil é um país emergente e de renda média alta. Desde 1980 até 2020 foram três décadas perdidas no Brasil e não vencermos ainda a armadilha da renda média.

Analisando a inflação de dois países do G20 no ano de 2022, podemos destacar que o emergente Brasil e a desenvolvida Coreia do Sul se encontram entre as oito menores taxas de inflação do G20, com 6,4% e 5,0%, respectivamente, segundo a Trading Economics.

Avaliando o desemprego em outubro de 2022, o Brasil teve uma taxa de 8,3% da população economicamente ativa (PEA), extremamente danosa a população brasileira e bem superior ao índice da Coreia do Sul com 2,8% da PEA, conforme a Trading Economics. É preciso revelar que o Brasil é o maior exportador mundial de soja e a Coreia do Sul é a maior produtora global de semicondutores.

De acordo com a Infinity Asset, o Brasil tem a segunda maior taxa de juros nominais do mundo, com 13,75% ao ano, bem superior a da Coreia do Sul, com apenas 2,50% ao ano. E o Brasil tem a maior taxa de juros reais do planeta, com 7,63% ao ano. E a política monetária contracionista é para restringir a circulação de dinheiro na economia brasileira e tentar controlar a taxa de inflação, prejudicando os investimentos privados e aumentando a inadimplência de pessoas físicas (68,4 milhões de inadimplentes) e de pessoas jurídicas (6,3 milhões de negócios com contas negativadas), conforme os dados de setembro de 2022 da SERASA EXPERIAN.

A expectativa de vida ao nascer da Coreia do Sul (83,7 anos) é superior a do Brasil (72,8 anos) no ano de 2021, segundo o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD). Em outras palavras, um sul-coreano vive 10,9 anos a mais do que um brasileiro em plena Quarta Revolução Industrial.

A média de anos de estudo da Coreia do Sul (12,5 anos) é maior do que o do Brasil (8,1 anos) em 2021, conforme o PNUD. É preciso revelar que na asiática Coreia do Sul não existem pessoas analfabetas, enquanto, no sul-americano Brasil, infelizmente, são 11 milhões de pessoas que não sabem ler nem escrever. Além da Coreia do Sul ter a mais veloz internet do mundo, facilitando a leitura de e-books em locais públicos como bibliotecas, metrôs e praças.

O IDH varia de 0 a 1, e quanto mais próximo de 1, mais elevado o desenvolvimento humano do país. E o IDH de 0,925 da Coreia de Sul é de um país de desenvolvimento humano muito alto, explicado pelo imenso desenvolvimento educacional. Ocorrem investimentos maciços em educação básica, com foco na valorização dos professores e os docentes são os membros mais respeitados da sociedade sul-coreana e os salários são muito bons. Enquanto, o IDH de 0,754 do Brasil é de um país de desenvolvimento humano alto, ocupando a 87ª posição no ranking mundial de 191 países, conforme o PNUD.

No Índice de Liberdade Econômica 2022, em uma escala de 0 a 100 pontos em 12 categorias de liberdade econômica, a Coreia do Sul é um país majoritariamente livre, com 74,6 pontos e na 19ª posição global no ranking de 177 países analisados, portanto, uma economia que poderá nos próximos cinco anos ser livre (acima de 80 pontos). Já o Brasil é um país majoritariamente não-livre, com 53,3 pontos e na 133ª colocação mundial, de acordo com The Heritage Foundation.

Na comparação do Índice de Gini, que mensura o grau de concentração de renda e varia entre 0 (perfeita igualdade) e 1 (perfeita desigualdade). Dessa forma, quanto mais próximo de um, mais desigual é a distribuição de renda. O Brasil é conhecido mundialmente como um dos dez países mais desiguais e o Índice de Gini é de 0,544 em 2021, de acordo com o IBGE. Já a Coreia do Sul é conhecida globamente como uma das vinte nações mais iguais e o Coeficiente de Gini é de 0,354 no ano de 2021, conforme o Banco Mundial.

Com base nos dados do Fundo Monetário Internacional (FMI), na atualidade, o Brasil é a nona maior economia do mundo, com um PIB nominal de US$ 1,8 trilhão e o 92º lugar no PIB per capita, com uma renda per capita de US$ 17.208. Lembrando que o PIB é a soma de bens e serviços finais produzidos por um país durante um ano e o PIB per capita é o PIB dividido pela população total do país.

Com certeza, a partir de 1962 até os dias atuais, a democrática Coreia do Sul priorizou a abertura comercial, modernizou a sua estrutura industrial, incentivou os Chaelbols, adotou uma agressiva política de exportações de produtos industrializados, acabou com a pobreza rural e urbana no montanhoso país e, sobretudo, realizou grandes investimentos na educação de qualidade da sua população, promovendo a cada ano uma mão de obra extremamente qualificada e produtiva.

Em suma, o Brasil com enormes recursos naturais, a partir de 2023, necessita promover um crescimento econômico forte, inclusivo e sustentável e, em seguida, liderar o maior programa de combate à fome mundial e ao aquecimento global como presidente do G20 em 2024. Por fim, estamos necessitando, com urgência, realizar uma reforma tributária, reduzir a taxa SELIC, proporcionar uma maior abertura comercial, incentivar a indústria verde e construir modernas bibliotecas públicas e privadas nas cinco regiões do País.

REFERÊNCIAS:

BANCO MUNDIAL. Brazil Data. Disponível em: https://data.worldbank.org/country/brazil?locale=pt. Acesso em: 4 dez. 2022.
BANCO MUNDIAL. Korea Rep. Data. Disponível em: https://data.worldbank.org/country/korea-rep?view=chart . Acesso em: 4 dez. 2022.
IBGE. Em 2021, pobreza tem aumento recorde e atinge 62,5 milhões de pessoas, maior nível desde 2012. Disponível em: https://agenciadenoticias.ibge.gov.br/agencia-noticias/2012-agencia-de-noticias/noticias/35687-em-2021-pobreza-tem-aumento-recorde-e-atinge-62-5-milhoes-de-pessoas-maior-nivel-desde-2012. Acesso em: 4 dez. 2022.
INFINITY ASSET. Ranking Mundial de Juros Reais – Out/22. Disponível em: https://infinityasset.com.br/wp-content/uploads/2022/10/rankingdejurosreais261022.pdf. Acesso em: 4 dez. 2022.
PNUD. The Human Development Report 2021/2022. Disponível em: https://hdr.undp.org/system/files/documents/global-report-document/hdr2021-22pdf_1.pdf. Acesso em: 3 dez. 2022.
SERASA EXPERIAN. Mapa da Inadimplência e Negociação de Dívidas no Brasil: Setembro 2022. Disponível em: https://cdn.builder.io/o/assets%2Fb212bb18f00a40869a6cd42f77cbeefc%2Fe8d2469a839d432f866adc713bea6639?alt=media&token=a9e1b08f-c637-466f-9cd1-2875d5dfc976&apiKey=b212bb18f00a40869a6cd42f77cbeefc. Acesso em: 4 dez. 2022.
SERASA. Inadimplência das Empresas: Setembro 2022. Disponível em: https://www.serasaexperian.com.br/conteudos/indicadores-economicos/. Acesso em: 4 dez. 2022.
THE HERITAGE FOUNDATION. Índice de Liberdade Econômica 2022. Disponível em: https://www.heritage.org/index/ranking. Acesso em: 3 dez. 2022.
TRADING ECONOMICS. Taxa de Desemprego – Lista de Países – G20. Disponível em: https://pt.tradingeconomics.com/country-list/unemployment-rate?continent=g20. Acesso em: 3 dez. 2022.
TRADING ECONOMICS. Taxa de Inflação – Lista de Países – G20. Disponível em: https://pt.tradingeconomics.com/country-list/inflation-rate?continent=g20. Acesso em: 3 dez. 2022.