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Denúncia

Mulungu: MPE pede cassação e inelegibilidade de prefeita, vice-prefeita e vereador eleitos.

Por Gabriell Vinícyus 13 de novembro de 2024, 13:30
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Foto: BREJONEWS
Foto: BREJONEWS
Em Mulungu, o Ministério Público Eleitoral pediu a cassação dos diplomas da prefeita, vice-prefeita e de um vereador eleitos nas Eleições de 2024. Ao total, são seis acusados citados no processo: Daniela Rodrigues Ribeiro, eleita prefeita da cidade; Joana D´Arc Rodrigues Bandeira, eleita a vice-prefeita; Leonel Soares de Souza Moura, candidato eleito ao pleito de vereador; Dyego Maradona Assis de Moura, atual vice-prefeito de Mulungu; José Leonel de Moura, pai do atual vice-prefeito, presidente da Comissão Provisória do Partido Progressistas de Mulungu e ex-chefe de gabinete da prefeitura; José Ribeiro Rodrigues, marido de Daniela e servidor público.

Segundo a Ação de Investigação Judicial Eleitoral, eles são réus por abuso de poder político, conduta vedada e captação ilícita de votos. Além da cassação dos mandatos, o MPE pediu a aplicação de multa e um decreto de inelegibilidade de todos os acusados; a anulação dos votos dados aos candidatos na eleição municipal de 2024.

A defesa de Daniela Ribeiro diz que não há provas que tenha ligação direta com os atos investigados e classificou as acusações como “genéricas e desproporcionais”.  A defesa de D´Arc Bandeira, Leo Moura e José Ribeiro, afirma que não houve “conduta irregular capaz de comprometer a lisura do processo eleitoral” e que as acusações serão esclarecidas logo.

Logo após assumir o cargo do prefeito de Mulungu, em agosto deste ano, Dyego Moura foi investigado pelo Ministério Público Estadual (MPE) sob a acusação de usar sua posição para favorecer aliados políticos. De acordo com a investigação, Moura teria demitido servidores que não apoiassem politicamente os candidatos de sua preferência. Moura assumiu a gestão do município após a cassação do mandato de Melquíades Nascimento (MDB), no dia 6 de agosto.

O MPE aponta que os candidatos se utilizaram de intermediários, como Dyego Moura, José Leonel de Moura e José Ribeiro Rodrigues, para oferecer vantagens pessoais em troca de votos. As promessas incluíam oportunidades de emprego e funções na administração municipal, prática considerada irregular.

Cerca de 30 servidores municipais procuraram o Ministério Público Estadual para denunciar estas irregularidades. O órgão informa que há relatos de outros trabalhadores que foram demitidos por não apoiarem politicamente os candidatos. O MPE diz que, além das contratações realizadas no período vedado pela legislação eleitoral, o então prefeito teria autorizado o pagamento de negociação desses novos contratados por meio da emissão de notas de compromisso, o que é ilegal.

A cassação dos mandatos pode acarretar novas eleições na cidade de Mulungu.