João Pessoa, PB | Terça, 20 de Outubro de 2026
Últimas notícias Ver todas
Paraíba

CRM-PB interdita equipe médica de maternidade em Bayeux por ausência de limpeza adequada

Por Redação 17 de outubro de 2024, 14:15
Compartilhar: Link copiado
Divulgação: Internet
Divulgação: Internet
O Conselho Regional de Medicina da Paraíba (CRM-PB) realizou uma vistoria no Hospital Materno Infantil João Marsicano, em Bayeux, na última quarta-feira (16), e, com base nas condições encontradas, decidiu pela interdição ética dos médicos que atuam em diversas áreas da unidade. A partir desta quinta-feira (17), os profissionais que trabalham no bloco cirúrgico, na triagem obstétrica e nas enfermarias estão impedidos de exercer suas atividades devido às irregularidades constatadas no local, incluindo problemas graves na lavanderia e no bloco cirúrgico.

Além da fiscalização do CRM-PB, o Ministério Público da Paraíba (MPPB) e a Agência Estadual de Vigilância Sanitária (Agevisa) também estiveram no hospital. Ambas as instituições determinaram a suspensão de procedimentos e cirurgias, considerando que a infraestrutura da unidade hospitalar apresenta riscos tanto para pacientes quanto para os médicos. A falta de condições adequadas para a realização dos atendimentos foi o principal motivo das suspensões.

Segundo Bruno Leandro de Souza, presidente do CRM-PB, a precariedade da estrutura é alarmante, incluindo a ausência de pontos de oxigênio e de produtos essenciais para a higienização do hospital. Ele destacou que, sem essas condições mínimas, os médicos não devem admitir novos pacientes e precisam focar nos que já estão internados até que sejam transferidos. Para ele, a situação exige uma solução urgente para garantir a segurança no atendimento médico.

A Agevisa apontou que o hospital enfrenta dificuldades na desinfecção de suas áreas, principalmente devido à ausência de saneantes adequados na lavanderia. Entretanto, o ambulatório da unidade continua em funcionamento, já que essa área não foi atingida pelas irregularidades que resultaram na interdição. No momento da inspeção, não havia pacientes em trabalho de parto ou que tivessem dado à luz internados.

As irregularidades detectadas durante a vistoria foram formalmente comunicadas à direção do hospital, e o CRM-PB encaminhou um relatório detalhado para a Secretaria Municipal de Saúde de Bayeux. Até que todos os problemas sejam solucionados, a interdição ética dos profissionais médicos será mantida. A medida visa garantir que o atendimento oferecido à população seja seguro e de qualidade.

A prefeitura de Bayeux, por sua vez, emitiu uma nota oficial na qual reconhece a decisão do CRM-PB e se compromete a tomar as ações necessárias para atender às exigências feitas pelos órgãos responsáveis. Segundo o comunicado, a administração municipal está empenhada em restaurar os serviços médicos o mais rápido possível.

Em outra inspeção realizada no início deste ano, o CRM-PB já havia identificado falhas no hospital, como a falta de médicos obstetras e anestesistas. Apesar da contratação de uma empresa terceirizada para solucionar o problema, a ausência de profissionais em alguns plantões continuou a ser um desafio, o que agrava a situação da unidade.