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Paraíba

Paraíba tem queda nos roubos e alta significativa nos golpes online em 2024

Por Redação 25 de julho de 2025, 16:34
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(Reprodução/Agência Brasil)
(Reprodução/Agência Brasil)
O Brasil registrou queda em todos os tipos de roubos em 2024, mas viu um aumento expressivo nos golpes, segundo o Anuário de Segurança do Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP), divulgado nesta quinta-feira (24). Os roubos atingiram o menor patamar desde o início da série histórica em 2011, enquanto os estelionatos bateram recorde, com quatro golpes por minuto. Entre os crimes patrimoniais com queda estão: roubo e furto de veículos (-7,5%), celulares (-13%), estabelecimentos comerciais (-24%), residências (-19%), transeuntes (-23%), instituições financeiras (-17%), cargas (-14%) e roubo em geral (-15%). A receptação caiu 7%. Por outro lado, os estelionatos cresceram 8%, com destaque para os eletrônicos, que subiram 17%.

Nos últimos seis anos, os casos de estelionato aumentaram 408%, passando de 426.799 em 2018 para mais de 2,1 milhões em 2024. No mesmo período, os roubos caíram pela metade. O FBSP aponta que essa transformação começou com a pandemia de Covid-19, quando os crimes migraram do ambiente físico para o digital. Os golpes virtuais subiram 133% entre 2021 e 2024. Segundo Renato Sérgio de Lima, diretor-presidente do Fórum, esse cenário representa uma mudança estrutural na forma como o crime organizado atua no país, exigindo uma reestruturação do sistema de segurança pública.

Apesar da redução de 13% nos roubos e furtos de celulares em 2024, ainda foram mais de 917 mil aparelhos levados. Os roubos se concentram nas quintas e sextas-feiras, entre 6h e 8h e entre 19h e 20h, com 41% ocorrendo entre 18h e 23h, principalmente nas ruas. Já os furtos — que ocorrem sem violência — são mais frequentes aos finais de semana, especialmente aos sábados (18%) e domingos (16%), com picos às 10h e às 18h. Apenas 8% dos aparelhos foram recuperados pelas polícias.

O Anuário também destacou outros pontos relevantes: houve aumento nos feminicídios e mortes de crianças, apesar da queda nos assassinatos em geral; 1 em cada 5 medidas protetivas de urgência foi descumprida; o número de pessoas presas subiu 6%, totalizando 909.594, mas o déficit de vagas ultrapassa 237 mil; as cidades investiram 60% mais em segurança desde 2021, totalizando R$ 153 bilhões em 2024; a fabricação de armas caiu 92% desde 2021; e o bullying e o cyberbullying cresceram, afetando principalmente crianças a partir dos 10 anos e adolescentes entre 14 e 17 anos. As 10 cidades mais violentas do país estão no Nordeste, metade delas na Bahia, marcadas por disputas de facções.