Esquema bilionário na Farmácia Popular envolve mulher paraibana e mais de 140 farmácias
Célia Aparecida de Carvalho, moradora de João Pessoa, foi identificada pela Polícia Federal como peça-chave em um esquema bilionário de fraudes no programa Farmácia Popular. Segundo as investigações, Célia fornecia CNPJs e realizava cadastros para a criação de farmácias de fachada, que permitiam o desvio de recursos públicos. Uma das farmácias em seu nome funcionava, na verdade, em um terreno baldio em Águas Lindas (GO), sem estrutura física ou qualquer atividade real.
Apesar de movimentar pouco dinheiro em sua conta pessoal, Célia teve papel central no esquema, que desviou mais de R$ 40 milhões. Parte do dinheiro foi rastreada até operações ligadas ao tráfico internacional de drogas, com conexão a facções como o Comando Vermelho e o Clã Cisneros, da Bolívia e do Peru.
Entre os principais beneficiários do golpe está Adriano Rezende Rodrigues, conhecido como “Adriano Tatu”, dono de farmácias em São Paulo. Uma de suas unidades teria desviado sozinha quase R$ 1 milhão. Ao todo, 148 farmácias — reais ou fictícias — estão envolvidas no caso, espalhadas por diversos estados brasileiros.
As fraudes envolviam o uso ilegal de CPFs de cidadãos inocentes para simular vendas de medicamentos que nunca foram entregues. O caso foi revelado ao público no domingo (20), em reportagem exibida pelo programa Fantástico.
