Técnico da Seleção Brasileira é condenado por fraude fiscal na Espanha
Carlo Ancelotti, técnico da Seleção Brasileira, foi condenado nesta quarta-feira (9) a uma pena de um ano de prisão pela Justiça da Espanha, em um processo por fraude fiscal referente aos anos de 2014 e 2015, durante sua passagem como treinador do Real Madrid. Além da pena, o tribunal de Madri impôs multa de € 386 mil (cerca de R$ 2,4 milhões), e o treinador ficou proibido de receber subsídios públicos e benefícios fiscais ou previdenciários por três anos.
Apesar da condenação, Ancelotti não deve cumprir pena em regime fechado, já que o Código Penal espanhol permite a suspensão de detenção inferior a dois anos para réus sem antecedentes criminais — é o caso do treinador italiano . Seu advogado destacou que a defesa já prepara recursos ao Tribunal Supremo espanhol e, se a condenação for mantida, poderá recorrer junto ao Tribunal Europeu de Direitos Humanos, alegando, por exemplo, falta de dolo consciente.
No Brasil, a repercussão gira em torno da possibilidade de extradição. Por haver tratado vigente entre Brasil e Espanha sobre o tema, o país ibérico pode solicitar a extradição de Ancelotti se a condenação transitar em julgado — ou seja, esgotados os recursos possíveis . Advogados especializados lembram que caberá análise técnica do Supremo Tribunal Federal (STF) brasileiro, avaliando aspectos como dupla incriminação, proporcionalidade da pena e preservação dos direitos humanos.
Por fim, a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) já informou que acompanha o caso, mas ressaltou que as questões judiciais são tratadas pelo núcleo jurídico pessoal de Ancelotti . Nos bastidores, o treinador afirma que recebeu orientação do Real Madrid na época sobre a estruturação de seus rendimentos e nega qualquer intenção fraudulenta.
Apesar da condenação, Ancelotti não deve cumprir pena em regime fechado, já que o Código Penal espanhol permite a suspensão de detenção inferior a dois anos para réus sem antecedentes criminais — é o caso do treinador italiano . Seu advogado destacou que a defesa já prepara recursos ao Tribunal Supremo espanhol e, se a condenação for mantida, poderá recorrer junto ao Tribunal Europeu de Direitos Humanos, alegando, por exemplo, falta de dolo consciente.
No Brasil, a repercussão gira em torno da possibilidade de extradição. Por haver tratado vigente entre Brasil e Espanha sobre o tema, o país ibérico pode solicitar a extradição de Ancelotti se a condenação transitar em julgado — ou seja, esgotados os recursos possíveis . Advogados especializados lembram que caberá análise técnica do Supremo Tribunal Federal (STF) brasileiro, avaliando aspectos como dupla incriminação, proporcionalidade da pena e preservação dos direitos humanos.
Por fim, a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) já informou que acompanha o caso, mas ressaltou que as questões judiciais são tratadas pelo núcleo jurídico pessoal de Ancelotti . Nos bastidores, o treinador afirma que recebeu orientação do Real Madrid na época sobre a estruturação de seus rendimentos e nega qualquer intenção fraudulenta.
