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Política

TSE Reserva Vaga para Mulheres: Um Passo Gigante Rumo à Igualdade de Gênero no Judiciário

Por REDAÇÃO 19 de novembro de 2025, 16:52
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Foto: TSE-PB
Foto: TSE-PB
Em reunião com os presidentes dos Tribunais Regionais Eleitorais do país, em Brasília, a ministra do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Carmén Lúcia confirmou que a próxima lista para composição do TRE-PB, na classe juiz membro da advocacia, será composta somente por mulheres.

De acordo com o desembargador Oswaldo Trigueiro do Valle Filho, o próximo edital para composição de juiz membro da classe advocatícia será exclusivo para mulheres advogadas. A vaga a ser ocupada será aberta em abril do ano que vem, em substituição ao juiz membro Roberto D'Horn Moreira Monteiro da Franca Sobrinho. 

Um ofício foi enviado, com antecedência, ao Tribunal de Justiça da Paraíba pedindo que prepare o edital de gênero. Oswaldo Trigueiro afirma que esta ação é importante, "porque o processo de escolha é mais rápido. Mas o que demora é a parte relativa à apreciação da documentação pelo TSE e pelo presidente da República, que é quem escolhe". 

A reunião desta quarta-feira (19) com a Presidente do TSE não só abordou a novidade da próxima lista para composição, como também abordou debates sobre biometria, acessibilidade, lista de gênero para composição dos tribunais eleitorais e a criação de um sistema único para atendimento nas ouvidorias. 

Cármen Lúcia é vista como uma "força da natureza" no Supremo Tribunal Federal (STF) e no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Ela é conhecida por sua atuação firme em defesa da liberdade de expressão, Direitos Humanos e meio ambiente. Indicada ao STF pelo presidente Lula em 2006, Cármen Lúcia se tornou a segunda mulher a integrar a corte. Ela já foi presidente do STF e agora comanda o TSE, onde já esteve à frente. Com votos importantes, incluindo a condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro, Cármen Lúcia é uma voz respeitada no Judiciário brasileiro. Ela é conhecida por sua habilidade com as palavras e sua defesa da independência do Judiciário.

Valorizar o papel das mulheres na ocupação de cargos políticos e legislativos é um progresso social que reflete a busca por uma sociedade mais justa e igualitária. A presença feminina nesses espaços traz perspectivas e experiências únicas, enriquecendo a tomada de decisões e a representação dos interesses da população. Além disso, a participação das mulheres na política não diminui a potência dos cargos ocupados por homens, mas sim contribui para uma distribuição mais equitativa do poder e para a construção de um futuro mais inclusivo. A igualdade de gênero é um direito fundamental e um passo essencial para o desenvolvimento social e econômico de um país. Ao valorizar a participação feminina, estamos construindo uma sociedade mais justa e próspera para todos.