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Justiça do Trabalho torna Hytalo Santos e marido réus por tráfico de pessoas e exploração de menores

Por REDAÇÃO 12 de dezembro de 2025, 16:08
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Foto: Redes Sociais
Foto: Redes Sociais
A Justiça do Trabalho tornou réus o influenciador Hytalo Santos e o marido dele, Israel Vicente, conhecido como Euro, após denúncia do Ministério Público do Trabalho (MPT) que aponta práticas de tráfico de pessoas, exploração sexual e trabalho análogo à escravidão envolvendo crianças e adolescentes. O caso se soma a outras investigações criminais já em curso contra o influenciador. 

Segundo o MPT, os investigados submetiam as vítimas a confinamento, controle de comunicação, privação de liberdade, rotinas exaustivas, ausência de remuneração, coação psicológica e interferências na identidade de gênero e orientação sexual, além da supressão de autonomia pessoal e financeira. O órgão também relata exposição sexualizada de menores nas redes sociais, monetização das imagens e procedimentos estéticos voltados ao apelo sexual. 

Em razão das suspeitas, a Justiça determinou o bloqueio de bens que podem chegar a R$ 20 milhões. 

No pedido de indenização, o MPT solicitou R$ 12 milhões por dano moral coletivo e indenizações individuais entre R$ 2 milhões e R$ 5 milhões para cada vítima. Para os menores de idade, o valor deverá ser depositado em poupança e só poderá ser movimentado após os 18 anos. O órgão também destacou responsabilidade dos pais, que teriam permitido o afastamento dos filhos, aceitado benefícios materiais e se omitido da supervisão familiar, embora não tenham sido incluídos como réus patrimoniais na ação. 

Mesmo assim, o MPT pediu que a Justiça determine restrições aos pais, como proibir a participação dos menores em conteúdos digitais de conotação sexual, impedir situações de exploração e vedar qualquer forma de trabalho infantil extremo. Em caso de descumprimento, poderá haver multa. 

O MPT ainda classificou como “irrelevante” qualquer suposto consentimento dado pelos adolescentes ou pelos pais, afirmando que ambos estavam submetidos a condições de vulnerabilidade. A Justiça determinou o envio de ofícios para garantir assistência psicológica, médica e social imediata às vítimas.