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Sessão do STF é suspensa por conta de discussão entre ministros

Por Redação 22 de março de 2018, 14:18
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Foto: reprodução
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Na última quarta-feira (21), a sessão do Supremo Tribunal Federal (STF) foi suspensa por duas horas pela presidente do STF Cármen Lúcia após uma discussão entre os ministros Luiz Roberto Barroso e Gilmar Mendes.

No momento, a Corte discutia sobre a proibição das doações ocultas realizadas por empresas a campanhas eleitorais. Gilmar Mendes criticou a decisão do STF.

A troca de acusações começou quando o ministro Gilmar Mendes mencionou a decisão de 2016 do STF de revogar a prisão preventiva de cinco médicos e funcionários de uma clínica de aborto. O voto que conduziu a decisão foi de Barroso.

“Claro que continua a haver graves problemas. [...] É preciso que a gente denuncie isso! Que a gente anteveja esse tipo de manobra. Porque não se pode fazer isso com o Supremo Tribunal Federal. ‘Ah, agora, eu vou dar uma de esperto e vou conseguir a decisão do aborto, de preferência na turma com três ministros. E aí a gente faz um 2 a 1”, disse Gilmar Mendes.

Barroso rebateu Gilmar Mendes com uma fala que, logo depois, acabou viralizando nas redes sociais. “Você é uma pessoa horrível, uma mistura do mal com atraso e pitadas de psicopatia”. E completou dizendo: “É um absurdo vossa excelência vir aqui fazer um comício cheio de ofensas, grosserias. Vossa excelência não consegue articular um argumento, fica procurando, já ofendeu a presidente, já ofendeu o ministro Fux, agora chegou a mim. A vida para vossa excelência é ofender as pessoas, não tem nenhuma ideia, nenhuma, nenhuma, só ofende as pessoas", declarou Barroso durante a sessão.

A presidente do STF, ministra Cármen Lúcia, anunciou a suspensão da sessão logo depois do fim da fala de Barroso. No entanto, Gilmar Mendes a interrompeu. “Presidente, eu estou com a palavra e continuo, presidente. Continuo com a palavra, presidente, eu continuo com a palavra. Presidente, eu vou recomendar ao ministro Barroso que feche seu escritório, feche seu escritório de advocacia”, disse Gilmar Mendes.

Após a sessão, o ministro Luís Roberto Barroso informou que se desligou de seu escritório de advocacia antes de tomar posse no Supremo, em 2013, através de uma carta enviada à ministra Cármen Lúcia.