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Brasil

Tentativa de golpe: Moraes vota para condenar Bolsonaro e outros sete réus por cinco crimes

Por Redação 09 de setembro de 2025, 14:41
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(Reprodução/Internet)
(Reprodução/Internet)
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), votou nesta terça-feira (9) para condenar o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e outros sete réus por tentativa de golpe de Estado.

Moraes é o relator, na Primeira Turma da Corte, do processo penal contra o chamado núcleo crucial da trama golpista – parte de uma organização criminosa que tentou manter o ex-presidente no poder e impedir a posse de Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Como relator, Moraes é o primeiro a votar no julgamento. Os demais ministros – Flávio Dino, Luiz Fux, Cármen Lúcia e Cristiano Zanin, presidente do colegiado – ainda precisam votar.

A expectativa é de que o julgamento seja concluído até a próxima sexta-feira (12).

O ministro votou pela condenação de todos os oito réus pelos crimes denunciados pela Procuradoria-Geral da República:

Organização criminosa armadaTentativa de abolição violenta do Estado Democrático de DireitoTentativa de golpe de EstadoDano qualificado contra o patrimônio da UniãoDeterioração de patrimônio tombadoAlém do ex-presidente, a Primeira Turma do STF também julga:

Alexandre Ramagem, ex-diretor da Agência Brasileira de Inteligência (Abin);Almir Garnier, ex-comandante da Marinha;Anderson Torres, ex-ministro da Justiça;general Augusto Heleno, ex-ministro do Gabinete de Segurança Institucional;Mauro Cid, ex-ajudante de ordens da Presidência;Paulo Sérgio Nogueira, ex-ministro da Defesa;Walter Souza Braga Netto, ex-ministro da Casa Civil de Bolsonaro.Os oito respondem pelos dos crimes de associação criminosa armada, abolição violenta do Estado Democrático de Direito, tentativa de golpe de Estado, dano qualificado e deterioração de patrimônio tombado.

Para Moraes, Jair Bolsonaro, que está preso em regime domiciliar, liderou a organização criminosa que tinha um projeto autoritário de poder e tentou impedir ou depor o governo eleito.