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Brasileiro desenvolve vacina personalizada contra o câncer de próstata.

Por Redação 18 de novembro de 2024, 12:00
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DIVULGAÇÃO:INTERNET
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Com 16,3 mil mortes anuais por câncer de próstata no Brasil, segundo o Instituto Nacional do Câncer (INCA), avanços tecnológicos e terapêuticos são cada vez mais urgentes. Uma dessas inovações é a vacina personalizada FK-PC101, desenvolvida originalmente por brasileiros e atualmente em testes clínicos nos Estados Unidos, com aprovação da FDA (Food and Drug Administration).

As pesquisas começaram há mais de 20 anos, lideradas pelo médico e cientista Fernando Thomé Kreutz, fundador das empresas FK Biotecnologia e CellVax Therapeutics. Os primeiros estudos foram realizados no Hospital de Clínicas de Porto Alegre (HCPA), no Rio Grande do Sul, com apoio de cientistas da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS).

Como funciona a vacina


A FK-PC101 é uma vacina terapêutica, indicada para pacientes que já tiveram câncer de próstata e passaram por tratamento. Diferente das vacinas preventivas, ela utiliza células do próprio tumor do paciente para estimular uma resposta imunológica contra células cancerígenas, ajudando a evitar a reincidência do câncer.

A vacina é aplicada logo após a cirurgia de remoção do tumor, antes de tratamentos como quimioterapia ou radioterapia. “O paciente tem um sistema imunológico saudável, o que torna a resposta imune mais potente e eficaz”, explica Kreutz.

Nos testes primeiros testes no Brasil, a vacina reduziu a mortalidade de 10% para 4% entre os pacientes tratados. Agora, a pesquisa entra na Fase 2 nos Estados Unidos, envolvendo até 230 pacientes nos próximos 18 meses. Caso os resultados sejam positivos, a equipe buscará a aprovação regulatória da FDA e da Anvisa.


A tecnologia da FK-PC101 pode ser adaptada para tratar outros tipos de câncer, como estômago, pâncreas, cólon e pulmão. O câncer de pulmão, por exemplo, é o segundo mais letal entre homens no Brasil, com 15,9 mil óbitos anuais, de acordo com o INCA.

Embora ainda não haja previsão de conclusão dos testes clínicos, a vacina representa um avanço significativo na luta contra o câncer. Se confirmada sua segurança e eficácia, pode salvar milhares de vidas, tanto no Brasil quanto em outros países.