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Em avanço da medicina regenerativa, visão humana é restaurada pela primeira vez.

Por Gabriell Vinícyus 12 de novembro de 2024, 13:16
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FOTO: Gabriell Vinícyus
FOTO: Gabriell Vinícyus
Pela primeira vez, pacientes com problemas de visão causados ​​por danos na córnea (a parte transparente do olho) receberam células-tronco como parte de um tratamento. O experimento envolveu quatro pessoas, e, após um ano, três delas apresentaram melhorias na visão. Os resultados foram publicados na revista científica The Lancet .

A condição que afeta a visão é causada pela perda de células-tronco limbares (LSCD), que são responsáveis por manter a saúde da córnea. Isso pode acontecer devido a traumas, doenças autoimunes ou até fatores genéticos. Em casos mais graves, pode causar cegueira.

Para tratar a LSCD, geralmente, os pacientes recebem enxertos de olhos saudáveis. Porém, os resultados são incertos e este método de tratamento pode gerar uma rejeição imunológica no paciente.

Há algum tempo pesquisadores da Universidade de Osaka, no Japão, decidiram testar uma abordagem inovadora com células-tronco pluripotentes induzidas (iPS). Esses pesquisadores reprogramaram células sanguíneas de um doador saudável para que elas voltassem a um estado semelhante ao de células embrionárias. Depois, essas células foram transformadas em uma folha celular fina e transparente, que foi aplicada nas córneas danificadas.

O estudo incluiu dois homens e duas mulheres, com idades entre 39 e 72 anos, todos com a condição em ambos os olhos. A cirurgia foi realizada entre junho de 2019 e novembro de 2020 e consistiu na raspagem de tecido danificado de uma das córneas. Depois, as células-tronco, transformadas em uma folha celular fina, foram costuradas na região afetada e, por fim, aplicaram uma lente de contato protetora macia.

Após dois anos de acompanhamento, os pesquisadores não encontraram efeitos colaterais graves, como o aparecimento de tumores (um risco conhecido do uso de células-tronco pluripotentes). Embora tenham ocorrido alguns efeitos adversos menores, eles foram facilmente controlados. Os cientistas, no entanto, esperam que possam fazer mais pesquisas para garantir a segurança do tratamento a longo prazo.