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Etanol se torna mais competitivo que gasolina em 11 estados e no Distrito Federal, aponta levantamento da ANP

Por Redação 22 de novembro de 2024, 17:12
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Divulgação: Internet
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O etanol tem se mostrado mais competitivo que a gasolina em 11 estados e no Distrito Federal, segundo o levantamento mais recente da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), divulgado em 16 de novembro. A paridade média entre os combustíveis ficou em 66,23%, tornando o biocombustível mais vantajoso em relação ao derivado do petróleo. Nos estados restantes, a gasolina continua sendo a opção mais vantajosa para os motoristas. Especialistas do setor afirmam que o etanol pode ser competitivo mesmo com uma paridade superior a 70%, dependendo do tipo de veículo em que é utilizado.

Em termos de preço, o etanol manteve uma estabilidade na comparação com a semana anterior, com valor médio de R$ 4,04 por litro nos postos pesquisados. Alguns estados, como o Acre e a Bahia, apresentam preços de etanol mais competitivos em comparação com a gasolina, com paridades acima de 67%. Esses números indicam uma tendência crescente do uso de biocombustíveis nas regiões onde o preço favorece o etanol.

O levantamento também identificou quedas nos preços do etanol em 14 estados e aumentos em outros nove, incluindo o Distrito Federal. A maior alta foi observada no DF, onde o preço subiu 6,60%, de R$ 4,07 para R$ 4,36. Já o Rio Grande do Norte registrou a maior queda, com uma redução de 8,14%, passando de R$ 4,79 para R$ 4,40. Esses preços variam conforme o estado, influenciados por fatores como a demanda local e a oferta de combustível.

Além disso, os preços do etanol podem ser mais baixos ou mais altos dependendo da região, com valores oscilando de R$ 3,19 em postos de São Paulo a R$ 7,35 em Rondônia. No Mato Grosso, o preço médio foi de R$ 3,83, enquanto Rondônia teve o maior preço médio, com R$ 5,22 por litro. Essa diversidade nos valores reflete a dinâmica local de mercado e a proximidade das áreas de produção.

Os dados demonstram que a competitividade do etanol como alternativa à gasolina continua a depender de fatores locais e do preço praticado pelos postos, com grande variação entre as diferentes regiões do país. A ANP acompanha esses preços semanalmente, fornecendo informações cruciais para os consumidores e para o setor energético, que pode ajustar sua estratégia de mercado com base nessas flutuações.

Além da variação de preços, a competitividade do etanol também depende do tipo de veículo utilizado, o que pode influenciar a escolha do consumidor pelo biocombustível. Carros mais modernos e que possuem motores mais eficientes tendem a utilizar o etanol de maneira mais vantajosa, mesmo quando a paridade é mais alta.

Essas flutuações nos preços do etanol demonstram a influência de diversos fatores regionais, como a proximidade das usinas de produção e a oferta e demanda local. Além disso, as variações nas cotações podem refletir também políticas estaduais e ações de incentivo à produção e consumo de combustíveis renováveis, impactando diretamente a competitividade do etanol como uma alternativa viável à gasolina.