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Política

Ex-senador paraibano defende que Congresso escancare as verdades sobre o 8 de janeiro e não deixe pedra sobre pedra

Por Redação 24 de abril de 2023, 19:58
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ex-senador Marcondes Gadelha
ex-senador Marcondes Gadelha
O ex-senador paraibano Marcondes Gadelha defendeu a instalação da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) pelo Congresso Nacional para trazer à tona todas as verdades sobre os atos golpistas do 8 de janeiro. Durante entrevista ao Jornal O Norte, da Rede O Norte, com Aldo Schueler, Gadelha afirmou que a data marcou a história do Brasil e não pode ficar sem investigação e punição para os culpados. “Aquele episódio do 8 de janeiro é de extraordinária relevância. Foi um momento em que a democracia foi posta em xeque de forma escancarada e abusiva. Os grupos invadirem os Três Poderes numa tentativa estúpida de reverter pela força o resultado eleitoral. É de uma relevância tão grande que tem que ser investigado por todos os meios, não importa de onde vem o pedido de investigação, deve escancarar e abrir e investigar e não deve deixar pedra sobre pedra”, ressaltou o ex-senador.

Marcondes Gadelha classificou como lamentável as suspeitas de participação do General Gonçalves Dias que aparece em imagens internas circulando em andares do Palácio do Planalto e falando com invasores do prédio. Ele disse que o governo Lula precisa estar preparado para enfrentar as verdades que surgirem para garantir às futuras gerações o aprendizado de respeito aos ideais democráticos. “Uma situação profundamente lamentável. Ainda bem que ele pediu demissão, não tinha outra opção que não fosse poupar o governo daquele constrangimento. Talvez Lula ainda não tivesse conhecimento e, no momento que teve se criou uma dificuldade para continuar. Eu lamento o presidente não querer a instalação da CPMI, porque Lula mesmo deveria ter interesse em esclarecer essa situação”, enfatizou.                                                                                        

Gadelha relembra acidente com helicóptero na campanha de 1986                                                                                       

O ex-senador também falou de história durante a entrevista ao Jornal O Norte. E ele relembrou fatos dos bastidores da campanha ao Governo do Estado em 1986, quando disputou o cargo de governador e perdeu a campanha para Tarcísio Burity. Uma das lembranças mais fortes que Gadelha carrega até hoje é o acidente de helicóptero ocorrido na cidade de Serra Branca, Sertão do Estado, em que uma pessoa acabou morrendo. “Queriam que a gente chegasse lá de helicóptero. Eu estava em Campina Grande e dava para ir de carro, mas eles insistiram. É que a maioria da população nunca tinha visto um helicóptero. Só que quando ele pousou a multidão correu para cima. O helicóptero tem dois motoros e o da calda para depois. Então quando ele pousou o primeiro que passou a pá abriu a cabeça e rachou. E eu corri com instinto de médico para tentar salvar, mas ele morreu ali, com o sangue jorrando. Quando eu estava saindo, a Rádio Sociedade já estava fazendo a crítica dizendo que eu tinha pousado em cima da multidão e foi muito desconfortável. E aí passei a entender que a campanha estava exposta a outros fatores”, narrou. 

A vice-presidência da República                                                                                               

Outra lembrança forte de Gadelha é a campanha de 1989 para presidente da República, ocasião em que ele foi candidato a vice-presidente na chapa do comunicador Silvio Santos. O ex-senador fala conspiração que foi feita para que sua chapa perdesse a eleição. “Ele [Silvio Santos] ia ganhar a eleição. Aí começou a conspiração para conseguir que ele não chegasse às urnas. Na undécima hora eles encontraram o argumento falho, mas foi a razão para impedir a candidatura. Faltando 6 dias para a eleição o Eduardo Cunha, que era um ilustre desconhecido na época, uma espécie de secretário do partido de Collor, do PRN, ele teve um insight de que não havia sido realizado convenção nos 9 estados como era determinado, e eles conseguiram derrubar a chapa”, contou o ex-senador.